Fundações são partes importantes da construção. Elas darão a segurança que a obra necessita para durar muitos e muitos anos. Escolher a fundação correta é algo que quem constrói delega a um bom profissional de engenharia. Mas saber mais sobre o assunto ajuda a entender as indicações que esse engenheiro fará, até porque uma fundação mal feita ou mal dimensionada pode causar fissuras na estrutura, nas paredes e, em casos mais graves, até mesmo desabamento da edificação.
Conforme explica o engenheiro civil Fábio Santos Schenato, do departamento de engenharia da Construtora Baggio, existem dois tipos de fundação, definidas de acordo com a profundidade da camada resistente do solo. Há a Fundação Direta, quando a camada resistente é mais superficial, e a Fundação Profunda, quando as camadas superficiais são pouco resistentes, havendo necessidade de buscar resistências do solo em camadas mais profundas.
A Fundação Direta ou Superficial pode ser feita de três formas:
* Sapatas isoladas - Suportam o peso concentrado dos pilares. Os tamanhos das sapatas são determinados de acordo com as cargas resultantes de cada pilar.
* Sapatas corridas – São recomendadas para solos resistentes e construções com paredes autoportantes, que dispensam vigas e pilares.
* Radier – Consiste em uma laje maciça sob toda a construção. Além de ser utilizada em solos com boa resistência superficial, também pode ser usada em solos pouco resistentes, como argilas orgânicas e areias fofas.
Já as Fundações Profundas estão divididas em:
* Estaca pré-moldada de concreto - Solução utilizada em solos muito moles com presença de lençol freático (água). As estacas vem prontas e são cravadas com equipamentos mecânicos (bate-estacas).
* Estaca metálica – Utilizada em solos de pouca resistência, porém duros ou com presença de pedregulhos e também presença de lençol freático. São trilhos ou perfis metálicos também cravados com bate-estacas.
* Estaca broca – Utilizada em solos com pouca resistência, porém sem a presença de lençol freático. O solo é escavado com uma perfuratriz e o buraco preenchido com concreto.
* Tubulão – Geralmente utilizado em obras de grande porte. São estacas perfuradas com perfuratrizes, porém as bases são alargadas manualmente. Uma pessoa desce no furo (chamado fuste) e escava a base da sapata aumentando a sua base, o que confere maior resistência de ponta à fundação. Depois o fuste e a base são preenchidos com concreto.
* Estaca Strauss – Pouco utilizada atualmente. Um tripé com um tubo metálico (ou um pilão) perfuram o solo até a profundidade definida em projeto e o furo é preenchido com concreto.
* Estaca helicoidal ou Hélice Contínua – Consiste de uma perfuratriz com um tubo central por onde passa concreto bastante fluído. Enquanto a perfuratriz escava, o furo já vai sendo preenchido com concreto.
O que determina qual será a fundação ideal para cada obra é a análise do perfil de sondagem do terreno, explica o engenheiro Fábio. A sondagem é uma espécie de radiografia, que identifica as camadas do solo e suas resistências, além de detectar a presença do lençol freático (água), que são informações fundamentais para que o calculista determine a melhor solução a ser adotada. O cliente que constrói com a Baggio sabe que a empresa se responsabiliza tecnicamente tanto pelo projeto quanto pela execução da obra, incluindo as fundações.
O custo das fundações pode variar muito de acordo com as condições do terreno (topografia, resistência, presença de lençol freático, pedregulhos, etc.). Normalmente, o valor fica em torno de 10 a 15% do custo da obra. Essa é uma média, que pode ser maior ou menor conforme as condições do solo.